Número de transplantes no Ceará é o maior da história

15:30 Fagner Soares 0Comentários

Mesmo com um primeiro semestre difícil, marcado pela queda no número de doadores e pela falta de medicamentos essenciais para cirurgias em hospitais de referência em Fortaleza, 2015 chega ao fim registrando um novo recorde na realização de transplantes no Ceará. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a quantidade de procedimentos contabilizados neste ano foi a maior da história da Central de Transplantes do Ceará. No período de janeiro a dezembro, foram efetivados 1.409 transplantes de órgãos e tecidos no Estado, 10 a mais que em 2014, ano que detinha o título anterior.

Em 2015, foram registrados os maiores números de transplantes de córnea (814), fígado (197) e medula óssea (76) realizados desde que a Central foi criada, em 1998. Houve, ainda, aumento na quantidade de procedimentos envolvendo coração (24), rim/pâncreas (6) e valva cardíaca (12). Além destes, o Ceará também teve, ao longo do ano, quatro transplantes de pulmão e 14 de esclera.

Segundo a coordenadora da Central de Transplantes, Eliana Barbosa, houve um esforço coletivo para recuperar os bons índices do Estado, prejudicados, no início do ano, por fatores como a redução das doações de órgãos. Nos primeiros seis meses de 2015, foram notificados 260 potenciais doadores e 84 doadores efetivos, dos quais 77 resultaram em transplantes. Em paralelo, a coordenadora cita o atraso de cirurgias devido à ausência de medicamentos para transplantados no Hospital do Coração de Messejana e no Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

"Foi um ano difícil em que a gente teve momentos de queda de doações, principalmente no primeiro semestre, e o problema dos medicamentos. Mas, com o trabalho conjunto das comissões intra-hospitalares de doação, da equipe da Central e dos médicos transplantadores, conseguimos superar", diz Eliana.

A coordenadora explica que a estratégia adotada para reverter a queda foi a realização de ações educativas. Segundo Eliana Barbosa, o principal intuito do trabalho foi informar a população e capacitar profissionais de saúde para reduzir a quantidade de recusas familiares. De janeiro a setembro, as famílias de potenciais doares negaram a doação de órgãos em 38% dos casos. No primeiro semestre do ano, o índice de recusas chegou a 43%.

"O transplante só ocorre se as famílias autorizam. Neste ano, fizemos mais entrevistas e mais familiares deram o sim para doação. Muitas pessoas estão percebendo que, além de salvar vidas, estão enfatizando valores de reciprocidade, solidariedade e amor ao próximo", destaca Eliana.

Mobilização

Ela também destacou o papel importante das mobilizações pela doação de órgão, a exemplo do Setembro Verde e da campanha Doe de Coração, promovida anualmente pela Fundação Edson Queiroz desde 2003. "Quanto mais conhecimento e mais informações sobre esse processo, mais nossos números vão melhorar", afirma a coordenadora.

Mais informações

A Central de Transplantes funciona 24h na sede da Sesa:

Av. Almirante Barroso, 600,

Praia de Iracema, Fortaleza,

Fone: (85) 3101.5123

Fonte: Diário do Nordeste
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