Ex-chefão da Ferrari diz que estado de Schumacher é ‘doloroso’

07:04 Fagner Soares 0Comentários

Atual presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o francês Jean Todt foi um dos "chefes" de Schumacher na Ferrari, escuderia em que o alemão venceu cinco dos sete títulos mundiais. Recentemente, Todt falou sobre o estado de saúde delicado pelo qual passa o heptacampeão
Durante a Autosport Show em Birmingham, na Inglaterra, o presidente disse que dói ver o amigo nessa situação.
— Michael é diferente porque ele é como se fosse da minha família e, se você tem alguém que é como se fosse da tua família ou muito próximo de ti e está muito mal, é claro que é doloroso, e você tem de estar lá com a família. Hoje à noite eu vou estar lá por ele. Este é o lado ruim da vida
Perguntado se o caso do alemão era parecido ao de Jules Bianchi, morto em 2015 depois de quase um ano de sofrer acidente, Todt disse que são situações diferentes.
— Diria que não dá para comparar. Sabia de Jules por meio do meu filho que era algo terrível, e é terrível perder alguém em um acidente
Em estado vegetativo há quase dois anos, desde o fim de dezembro de 2013, Schumacher continua na luta pela vida na própria casa, transformada pela família em um hospital
A cada dia que passa, os parentes do alemão vão adotando mais privacidade em relação ao estado de saúde dele, sempre um mistério desde o acidente nos Alpes há dois anos
No começo, imprensa e amigos costumavam ficar mais próximos ao piloto e as notícias sobre a recuperação eram mais frequentes
Atualmente, a família de Schumacher tem evitado até as visitas dos amigos mais próximos, que já não vão mais a casa para ter notícias do heptacampeão da F-1
Um dos poucos que se aproximou de Schumacher nos últimos meses foi o ex-chefe e amigo íntimo Ross Brawn, engenheiro inglês
Brawn trabalhou com Schumacher em todos os setes títulos do piloto na Fórmula 1 e se tornou não só um companheiro e chefe de equipe, mas também amigo do alemão e de toda a família
A amizade é tanta, que Brawn, em entrevista ao Daily Mirror, revelou que é chamado algumas vezes pela mulher de Schumi, Corina, para conversar sobre o estado de saúde do piloto
Segundo o Daily, o engenheiro reconhece que o estado do heptacampeão é muito grave, mas também fala que as conversas com Corina o trazem bastante esperança na recuperação do amigo
Na entrevista, Brawn diz que não é amigo de toda a família e, por isso, tem dificuldades de visitar Schumacher
Mesmo assim, com os chamados que diz receber de Corina, consegue se manter atualizado sobre a situação do agora ex-companheiro de trabalho
Nas palavras de Ross Brawn, há esperanças no caso do piloto...
— Nós apenas continuamos orando todos os dias para que se recupere. O tratamento é lento, mas sempre há esperança
Aos 46 anos, Schumacher está em tratamento há quase dois depois de sofrer um grave acidente de esqui nos Alpes Franceses
Depois de mais de um ano em coma, o alemão foi transferido para a própria casa em setembro de 2014
De lá para cá, muitas são os rumores sobre o estado de saúde do alemão, mas poucas as notícias concretas de como ele realmente está
Alguns médicos já chegaram até mesmo a jogar a toalha e dizer que a morte de Schumi é uma questão de tempo, mas a família continua sem poupar recursos com os tratamentos
A casa em que Schumacher está, inclusive, passou por uma grande reforma para recebê-lo. Uma verdadeira UTI hospital foi construída dentro da mansão
Estima-se que, até aqui, os gastos com o tratamento do piloto desde dezembro de 2013 já atingiram 10 milhões de libras (quase R$ 60 milhões)
Os valores incluem os hospitais pelos quais Schumacher passou, a reforma da casa para recebê-lo e os custos com enfermeiras e funcionários que acompanham o heptacampeão 24 horas por dia
Depois de muitos desencontros em informações em quase dois anos, os fãs que sempre acreditaram na recuperação do alemão agora ganharam um componente a mais para se apegar: as palavras de Ross Brawn
Por ser muito próximo de Schumacher, Brawn pode ser considerado alguém de confiança quando fala sobre o estado de saúde
O engenheiro inglês teve participação nos sete títulos mundiais do piloto na Fórmula 1
Brawn trabalhou na Benetton como diretor técnico de 1991 a 1996. Na extinta equipe italiana, Schumacher chegou às duas primeiras conquistas na F-1, em 1994 e 1995

Os dois se reencontraram depois na Ferrari para nada menos que cinco títulos. Brawn ficou na escuderia também como diretor técnico de 1996 a 2006 e participou nas vitórias de Schumacher em 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004.

Fonte: R7
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