Governo avalia que é necessária reação urgente contra crises

16:58 Fagner Soares 0Comentários

As manifestações que lotaram as ruas neste domingo (13) deixaram o governo em alerta. Segundo refere a Folha de S. Paulo, o governo avalia que deve agir rápido para evitar a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Ministros e auxiliares de Dilma avaliam que que os protestos foram "expressivos" e "significativos". Os atos exigem respostas urgentes para a articulação política, com o objetivo de evitar uma debandada da base aliada, e para a política econômica, no intuito de dar uma esperança a empresários e trabalhadores de que as coisas irão melhorar.

No início da noite de domingo (13), o governo divulgou uma nota assinada pela Secretaria de Comunicação Social, na qual cita que a "liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada".

Na nota, o governo ainda destaca o "caráter pacífico das manifestações" e afirma que isso "demonstra maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições".

O governo teria ponderado não se pronunciar, mas acabou mudando de ideia para não passar a imagem de que não reconhecia a amplitude dos atos.

A Folha recorda que uma reunião foi convocada pela presidente petista no Palácio da Alvorada, com Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social), José Eduardo Cardozo (AGU), Aldo Rebelo (Defesa), Aloizio Mercadante (Educação), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes) e a presidente nacional do PC do B, Luciana Santos.

Depois da reunião, assessores diziam que o governo reconhecia a força das manifestações, no entanto, não julgavam correto dizer que o protesto em São Paulo superou o das Diretas-Já em 1984.

Isso porque os assessores entendem que a população da capital paulista hoje é bem maior. Passou de 8,4 milhões de habitantes em 84 para 11,9 milhões hoje, um aumento de 42%. Já o número de manifestantes subiu 25%, de 400 mil para 500 mil.

Ex-presidente Lula
A Folha destaca que o governo considera que a solução adequada seria a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em algum ministério.

Assessores avaliam que somente Lula poderia evitar uma saída do PMDB e de outras siglas aliadas da base governista. A avaliação entende que um desembarque será "fatal" neste momento, pois o processo de impeachment será retomado em março e pode ir à votação em maio. O governo receia que peemedebistas arrastem outras siglas governistas para fora da base aliada.

Fonte:estadao
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