Preço de alimentos oscila com chuvas irregulares

11:45 Fagner Soares 0Comentários

A irregularidade da quadra chuvosa e a alta na inflação têm contribuído, de forma significativa, para a oscilação no preço de vários alimentos. Quatro dos cinco setores que compõem o índice de Preços da Ceasa Ceará (IPCE) registraram aumento. O setor que apresentou o maior crescimento foi o de bulbo, raiz e rizoma com crescimento de 45,55% no início do ano. Enquanto o preço da cebola e da batata-doce está em alta, o do tomate e do maracujá apresenta queda significativa. Diante da variação de preços, cabe ao consumidor fazer muita pesquisa na hora de ir às compras.

Segundo Hamilton Lira, gerente técnico da Ceasa – Cariri, a irregularidade da quadra chuvosa é apontada como a principal responsável pela variação de preços. “Aqui, no Cariri, tivemos chuvas acima da média em janeiro e, em fevereiro, elas foram bem escassas. Essa variação reflete no preço dos produtos. Teve semana que a caixa do maracujá foi vendida a R$110. Agora, ela é comercializada a R$ 65 no atacado. O preço do feijão também tem variado bastante. Em uma semana, o saco está custando R$80 e, na outra, custa R$30. Se falta no mercado, tudo acaba ficando mais caro”, explica Hamilton Lira.

No mercado Gonzaga Mota, conhecido popularmente como Mercado do Pirajá, em Juazeiro do Norte, os permissionários contam que quase todos os produtos apresentaram um aumento significativo em 2016. “Eu comprei o saco da cebola roxa por R$110 e a batata doce também está custando o mesmo valor. Como esse produto vem de fora, acaba chegando aqui mais caro. Já o saco da macaxeira, com 25kg, custa R$30. O nosso cliente sem entender essa variação de preços entre os produtos”, diz Maria Socorro.

Após as últimas chuvas, apenas alguns itens apresentaram uma redução de preço significativa, se comparado aos praticados no início do ano. “Os produtos que tiveram redução foram o tomate, feijão-verde, pimentão, abacate, limão, repolho, alface e outras folhagens. Se as chuvas contribuírem com o homem do campo, teremos uma redução ainda mais significativa nas próximas semanas. Caso isso não ocorra, a tendência é que os preços sejam elevados”, aponta Hamilton Lira.

Diante desse cenário, cabe ao consumidor pesquisar e procurar substituir os produtos que estão mais caros. “Eu sempre pesquiso antes de fechar negócio. Como está tudo caro e dinheiro está difícil, só pesquisando e substituindo alguns itens para não voltar para casa de mãos vazias. Na minha casa, todo mundo gosta de batata-doce, mas agora estou substituindo pela macaxeira. É assim que a gente vai levando a vida”, conta a dona de casa Francisca Lúcia.

Fonte: Jornal do Cariri

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