Guerrilha ELN liberta ex-governador colombiano sequestrado desde 2013

11:00 Fagner Soares 0Comentários

O ELN (Exército de Libertação Nacional) libertou Patrocinio Sánchez Montes de Oca, ex-governador do Estado de Chocó, na Colômbia, que estava em poder da guerrilha desde agosto de 2013, informaram fontes oficiais no domingo (3).

"O ELN libertou o ex-governador de Chocó, Patrocinio Sánchez. Comemoro que ele esteja com sua família", escreveu o presidente colombiano Juan Manuel Santos, em sua conta no Twitter.

Sánchez foi prefeito de Quibdó (capital de Chocó) entre 2001 e 2003 e governador de Chocó entre 2008 e 2010. Em 25 de agosto de 2013, foi sequestrado "muito provavelmente" por uma rede especializada em sequestro e venda de pessoas ao ELN, segundo informou a Fiscalía (entidade jurídica do governo) em fevereiro de 2015.

Quando a rede foi destruída, membros disseram que Sánchez havia sido entregue a um do líderes do ELN, Manuel Hernández, morto em 2015.

As autoridades colombianas não deram detalhes sobre a libertação, mas em um vídeo e em fotos da polícia ele é visto acompanhado por sua família e homens de uniforme, segundo disse a agência de notícias AFP.

Mídias locais informaram em outubro de 2014 que Sanchéz havia sido libertado em uma estrada perto da fronteira com o Panamá, o que nunca foi confirmado pelas autoridades ou pela família do ex-governador.

A libertação ocorreu depois que o governo da Colômbia e o ELN, segundo maior grupo guerrilheiro do país, anunciaram que começarão um diálogo de paz para tentar pôr fim ao conflito armado mais antigo da América Latina.

As negociações não estarão formalmente vinculadas às conversas que Bogotá mantém desde 2012 com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), principal guerrilha colombiana.

O presidente insistiu que as conversas só serão consolidadas quando o ELN libertar todas as pessoas que mantém sequestradas. Na véspera do anúncio das negociações, o grupo guerrilheiro libertou um político e um militar que estavam em cativeiro havia meses.

Fonte: AFP
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