Seminário Caldeirão da Santa Cruz do Deserto é encerrado em Crato

18:50 Fagner Soares 0Comentários

Durante três dias.

O primeiro Seminário Caldeirão, intitulado Um Projeto para o Futuro, no ano em que se lembram os 80 anos do “massacre”, levou, durante três dias, pesquisadores, estudantes, historiadores, cineastas e diversos especialistas discutirem meios e estratégias de gestão do patrimônio histórico e cultural do Caldeirão José Lourenço.

O local se torna o centro dos debates que entre outros objetivos, busca traçar um conjunto de metas de gerenciamento daquele espaço.  O evento teve como principais articuladores a Universidade Regional do Cariri (URCA), em parceria com a Secretaria de Cultura do Crato, aconteceu no Salão de Atos da universidade com uma programação que contou com palestras, mesas redondas, reunião de trabalho e visita técnica.

Na visita técnica ao Caldeirão na tarde dessa quinta-feira (14) o cineasta Rosemberg Cariry, falou sobre a comunidade do caldeirão na década de 30, classificando o massacre e o esquecimento dessa história como uma ferida profunda na história do Ceará. 

Para o cineasta, é tempo do Estado, do Crato, da Região do Cariri pedir perdão pelo crime cometido e reconhecer a importância dessa experiência para que ela sirva de farol, de luz e de esperança. Para o futuro, Cariry aponta que “O caldeirão precisa novamente se tornar num centro de referência e também de estudos, de encontros e de partilhas e de incentivo aos movimentos sociais que acontece tanto na região como também no Nordeste”, disse.

O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto passa a fazer parte do Geopark Araripe, se tornando o décimo Geossítio, tendo sido avaliado pelo representante da Unesco, o doutor Artur Sá, palestrante do primeiro dia. Ele disse que o local é, e se tornará um dos mais completos e importantes Geossítios da América Latina.

Para a secretária de cultura do Crato, Dane de Jade, o trabalho realizado pela pasta sobre o Caldeirão deixará um legado importante para as futuras gerações. “A gente crer que o espaço vai dá muitos frutos ainda”, afirmou.

Ela destacou que parceiras firmadas com as universidades, Regional do Cariri (URCA), Estadual do Pernambuco (UNEP), Federal do Cariri (UFCA) e Estadual da Bahia (UNEB) foram firmadas no sentido de trabalhar a patrimonialização, musealização, de formação continuada e marcos legais.

Ainda de acordo com a secretária, nos próximos meses um trabalho de arqueologia será realizado por pesquisadores da UNEB para aprofundar a pesquisa e esclarecer algumas incógnitas como a questão do bombardeio e não somente, mas toda a dinâmica que existia na comunidade naquela época.

A programação foi encerrada com uma apresentação de uma peça teatral sobre o Caldeirão do Beato José Lourenço, interpretada por jovens do Grupo Raízes e frutos do Caldeirão, da comunidade Assentamento 10 de Abril.
Fonte: Miseria.com.br
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