Jorge Viana denuncia barreira militar para entrar no Alvorada

09:58 Fagner Soares 0Comentários

O vice-presidente do Senado, senador Jorge Viana (PT-AC), denunciou nesta quinta-feira a instalação de uma barreira militar perto do Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente interino Michel Temer, em que é obrigatória a identificação de todos que visitam a presidente afastada, Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada. De acordo com o senador, a cancela é administrada pelo Palácio do Jaburu, pois para entrar na residência oficial de Dilma, é preciso se identificar novamente. Os dois palácios ficam na mesma rua.

— Quem visita a presidente Dilma tem que passar por uma barreira instalada antes do Palácio do Jaburu, com uma grade, um militar fortemente armado. E não importa a função que você ocupe. Eu acabei de fazer uma visita à presidente Dilma. Eu estava com o presidente do Congresso Nacional. E tivemos que nos identificar. Esperar um bom tempo para que telefonemas fossem dados para saber se poderíamos passar para fazer uma simples visita à presidente Dilma. Isso significa que a presidente eleita está sitiada? Que país é esse? Que governo provisório é esse? — criticou o senador.

Da tribuna do Senado, Vianna fez um apelo ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e a Michel Temer.

— Eu faço um apelo ao presidente do Supremo para que questione as autoridades instaladas provisoriamente no palácio do planalto, se isso é legal. Não tem como uma pessoa a pé ou de carro, talvez só de helicóptero, fazer uma visita a presidente Dilma sem se identificar à equipe do presidente Temer. Eu achei isso terrível.

Segundo o senador, o problema poderia ser resolvido facilmente:

— Faço um apelo ao presidente Michel Temer, porque eles poderiam resolver isso fácil: uma barreira somente na parte da rua para quem quiser visitar o Jaburu. E, quando alguém disser que vai visitar a presidente Dilma, não precisa dar o nome. Só falta perguntar do que vão tratar. É uma situação gravíssima, e eu faço essa denúncia como vice-presidente do Senado.

O senador também propôs a revisão da Lei do Impeachment, de 1950.

— Temos dois presidentes na mesma rua: um provisório e interino que pode fazer tudo, mudar tudo, demitir todos. E a presidente afastada, eleita pelas urnas, que não pode nem sequer receber uma visita.

Agência O Globo
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