Queridinho dos brasileiros, Moto G4 ganha potência, mas aumenta de preço

16:20 Fagner Soares 0Comentários

Os fãs dos celulares Motorola sabem bem o que o nome "Moto G" significava para eles: um celular de ótimo custo-benefício, que entregava desempenho bem acima da média para a faixa dos aparelhos que custavam até R$ 1.000. Pois é, o "significava" no passado tem um motivo igualmente conhecido: a linha subiu de preço a cada atualização. E neste ano, os Moto G4 na versão "comum" e na Plus custam a partir de R$ 1.299 e R$ 1.499, respectivamente.

Antes de mais nada, é preciso levar em conta que a quarta geração do Moto G é bem diferente daquele simpático modelo de 2013 que se tornou o campeão de vendas da Motorola. Nesse meio tempo, a marca foi adquirida pela Lenovo e os chineses realizaram uma divisão de perfis em seu portfólio: os celulares "Moto" viraram uma linha premium, enquanto os "Vibe" são voltados a aparelhos de entrada ou intermediários.

O que isso causou no Moto G? Segundo a ideia da empresa, o público que comprou as primeiras versões da linha agora quer mais em termos de configurações e, para isso, estaria disposto a pagar um pouco mais. O resultado disso está aí: tanto o G4 quanto o Plus ultrapassaram bem a barreira dos R$ 1.000, mas justificaram o preço com seus incrementos mais recentes.

Pelos nossos testes, a teoria se confirma. Com desempenho praticamente idêntico, ambos possuem músculos suficientes para brigar com aparelhos que custam bem mais --às vezes até o dobro-- na concorrência. As diferenças entre o G4 simples e o Plus são sutis: o segundo traz câmera traseira melhor, mais memória interna, um carregador de bateria "turbo" na caixa e um sensor de digitais, enquanto o primeiro vem com TV digital de alta definição.

O usuário mais exigente vai querer esses mimos do Plus, enquanto o mais econômico não vai se importar em abrir mão deles e ficar com o G4. A Motorola não esqueceu do perfil de consumidor "das antigas" do Moto G; para ele, prometeu para agosto o Moto G4 Play --será a versão mais barata da linha, com preço inicial menor que R$ 1.000.
Irmãos quase gêmeos

Se colocados lado a lado, o Moto G4 e o G4 Plus passariam como quase clones. Com design reformulado, a linha perdeu a traseira curva e ganhou uma capa reta de plástico que simula textura de borracha, além de ficar curvo nas bordas. Na frente, a tela de 5,5 polegadas com resolução Full HD. A diferença nítida é o sensor de impressão digital no Plus, quadradinho e um pouquinho feio.

Durante o uso, os aparelhos têm uma performance melhor do que sua configuração dá a entender: a união do processador Snapdragon 617 octa-core e 2 GB de memória RAM com o Android 6.0 "quase puro" da Motorola demonstram uma fluidez bem acima da média para smartphones intermediários.

As transições são superrápidas, não houve travamento algum e games pesados rodam bem, apesar de esquentarem um pouco depois de quase uma hora de uso --o que é normal na maioria dos celulares. Uma experiência de uso bem próxima até de um Galaxy S7 ou um Xperia Z5, celulares muito mais caros que estes.

A tela de ambos é apenas ok. Não espere a explosão de cores de um Galaxy S7 ou a nitidez de um iPhone 6S. Em brilho médio, ela fica discretamente escura, legível o suficiente para situações normais de luz, mas sob sol forte a imagem já não fica tão boa. Pode ser que você precise apelar pro brilho máximo nesses casos.

A câmera frontal de 5 MP é ótima e tem uma boa angulação --até 85°, diz a Motorola--, abertura de 2,2 que permite mais luz e flash na própria tela. Já a câmera traseira marca uma das principais diferenças entre os modelos: no G4 são 13 MP, e no G4 Plus são 16 MP com dual-flash (mais potente que o simples) e foco a laser. No teste, a diferença na velocidade de ambas é real: o Plus é bem mais rápido entre cliques que o G4 por causa do foco a laser.

O modo profissional da câmera permite ao usuário que mexa mais com fotografia alterar o ISO, balanco do branco, contraste, velocidade e tipo de foco. E um app da Motorola permite que a câmera abra com um movimento de gestos ou que o flash se torne uma lanterna (ver vídeo acima). Tais gestos falham uma ou outra vez, mas pelo menos são interessantes e facilitam no uso constante.

Dito tudo isso, a qualidade final das fotos é ótima em situações normais de luz, com duas diferenças para o Plus, cuja foto recebeu um pouco mais de luz e ocupou mais megabytes de memória (5,4 contra 3,8). Só fez falta um opção para tirar fotos com menos resolução, para não pesarem tanto na memória.

 

Fonte:uol

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