Justiça pode bloquear recursos do Crato para pagar professores e servidores da educação

12:35 Fagner Soares 0Comentários

Encerra-se nesta sexta-feira (30) o prazo para a gestão do Crato dar explicações ao judiciário sobre o pagamento dos salários dos professores e servidores da educação do município. Os profissionais estão em greve desde a última semana por falta de pagamento dos salários de agosto e setembro. A expectativa é que o município possa sofrer um congelamento de suas contas para pagar os trabalhadores da educação.

Na tarde dessa quinta-feira (29), uma audiência reuniu professores que buscavam alguma ação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para solucionar o problema. O MP também quer saber o que ocorreu para que o município não conseguisse cumprir o calendário de pagamento que já havia sido estabelecido com os servidores através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O titular da 4ª promotoria, doutor Davi Morais, destacou que o órgão já cobrou explicações da gestão, mas a documentação ainda está chegando, só então serão tomadas providências. A expectativa era que a partir da judicialização do processo, pelo MP, as contas do município pudessem ser congeladas para garantir o salario dos professores. Mas o próprio sindicato já havia judicializado a ação.

A assessora jurídica do sindicato dos servidores municipais do Crato (Sindscrato), Romênia Botelho, classificou como caótica a situação vivida pelos servidores da educação do Município. "(...) É muito triste. São mães e pais de família que estão sem receber seus salários e em uma situação muito complicada (...)", destaca.

A justificativa do município para a circunstância é que o recurso destinado pelo Fundeb (Fundo de Manutenção de Desenvolvimento da Educação Básica) não é suficiente para quitar a folha de pagamento assumida pela gestão. A informação é que parte desse recurso era pago do fundo geral, mas com a queda na arrecadação, o município não consegue honrar o compromisso.

Os profissionais decretaram greve geral na ultima terça-feira (20). No final da audiência os professores realizaram um ato na Praça da Sé em frente a sede do Ministério Público.
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