Site lembra neste sábado um ano da morte do poeta Sílvio Grangeiro - Rádio São Pedro Fm 105,9

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Site lembra neste sábado um ano da morte do poeta Sílvio Grangeiro

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No último sábado completou um ano da morte do poeta Silvio Grangeiro, lembramos a data como forma de homenagem póstuma a esse artista que era bastante querido e o seu sepultamento no Cemitério Parque Anjo da Guarda foi marcado por muitas homenagens e comoção em Juazeiro do Norte. Ele morreu na manhã do dia 17 de setembro em sua residência no bairro Lagoa Seca aos 68 anos de idade.

Durante a missa de corpo presente, uma chuva leve banhou o local como se fora homenagem ao artista oferecendo uma temperatura mais amena ao invés do elevado calor daqueles dias. Dentro da capela, o Frei Raimundo Barbosa, Pároco do Santuário de São Francisco, exaltava a figura simples e humilde de Sílvio Grangeiro definindo como um homem que gostava das coisas corretas.

Ao fim da liturgia, poetas, violeiros e repentistas como Francinaldo Oliveira, Ismael Pereira, Agostinho Oliveira, Zé Viola e Cícero Mariano se revezaram nas homenagens arrancando aplausos e lágrimas e, também, chorando. O poeta Pedro Bandeira enfrentou dificuldades e teve que ser amparado e as emoções prosseguiram com o artista Sirlan Grangeiro o qual empunhou a viola do pai e cantou uma música que compôs em sua homenagem.

Muitas foram as mensagens e homenagens enviadas à redação do Site Miséria tão logo noticiou a morte do poeta vítima de leucemia. O poeta Pedro Ernesto Filho descreveu em versos a trajetória de Sílvio Grangeiro num poema que adotou como mote: "Um filho de Abaiara radicado em Juazeiro:

Filho de família pobre,
simples, mas trabalhadora,
otimista e defensora
de um passado autêntico e nobre,
logo que Sílvio descobre
o seu dom de violeiro,
buscou no país inteiro
uma fama pura e rara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Menino pobre da roça
lá da Serra do Mãozinha,
comeu feijão com farinha,
foi à feira de carroça;
dançou forró em palhoça,
caçou peba em tabuleiro,
fez estaca de pereiro
e entrançou cerca de vara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Em toda comunidade
hoje Sílvio é conhecido,
cidadão nobre e querido
por nossa sociedade,
a sua simplicidade
enriquece o seu celeiro,
toda família Grangeiro
essa verdade declara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Bom esposo, bom amigo,
bom pai, um bom cidadão,
um ídolo da profissão
que leva a arte consigo,
um príncipe no seu abrigo,
um colega, um mensageiro,
um poeta conselheiro
e a quem precisa ele ampara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Um ser humano sem par,
tem família organizada,
sua história é respeitada
porque sabe trabalhar,
casado com Marismar
construiu um lar ordeiro,
tem um filho seresteiro
boêmio de lua clara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Um cantador genial,
exemplo na região,
não faz discriminação
trata todos por igual,
campeão de festival,
afamado no terreiro,
cantando ensina ao parceiro
que às vezes não se prepara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Um mestre dos veteranos
de um currículo sem bitola,
seu programa de Viola
tem quase trinta e seis anos,
gravou disco, atingiu planos,
sem ter ânsia por dinheiro,
sua arte é um luzeiro
no deserto de Saara

Já não tem mais prateleira
para os troféus que ganhou,
com Chico Alves gravou
a Derruba de Madeira,
a poesia brasileira
tem sido seu travesseiro,
fez toada de vaqueiro,
criou melodia cara
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.

Pra cantar não faz ensaio,
seu verso sai de encomenda,
em janeiro a sua agenda
já tem convite pra maio,
nunca preparou balaio
pra jogar no companheiro;
no rádio, o horário inteiro,
seu telefone não pára
-Um filho de Abaiara
radicado em Juazeiro.


O Cariri tem razão
de mantê-lo em sua história,
sabe receber vitória
e evitar decepção,
exemplo de cidadão
por ser bom e verdadeiro,
ah! se todo brasileiro
fosse igual a esse cara!
-Um filho de Abaiara
Radicado em Juazeiro.

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