Preso em São Paulo acusado de matar advogado e acadêmica de medicina em Crato

10:31 Fagner Soares 0Comentários



Corpos de Manoel Almino e Soraia Garcia foram encontrados nas imediações do Tiro de Guerra de Crato (Foto:Arquivo/Agência Miséria)

Policiais civis de Limeira (SP) prenderam o artesão Daniel Benício de Sousa Filho, de 52 anos, condenado a 42 anos de prisão pelo seu suposto envolvimento num duplo homicídio registrado em Crato. Segundo noticiou o jornalista Denis Martins do Jornal Gazeta de Limeira, ele se encontrava num imóvel na Rua Presidente Roosevelt, no centro da cidade, e os investigadores já tinham feito algumas investidas no sentido de prendê-lo.

Um Mandado de Prisão Preventiva expedido no último dia 12 de setembro pelo Juiz Josué de Sousa Lima Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Crato, a partir de Ação Penal de Competência do Juri que o condenou por homicídio triplamente qualificado foi apresentado a Daniel Benício. A prisão foi formalizada pelo Delegado William Marchi e o mesmo se encontra recolhido na cadeia da Delegacia Seccional à disposição do Tribunal de Justiça do Ceará, que deverá mandar recambiá-lo ao Crato.

Em janeiro de 1989 ele teria participado dos assassinatos do advogado Manoel Ferreira Almino de Lima e da acadêmica de medicina, Soraia Garcia Bezerra de Melo, cujos corpos foram encontrados com perfurações à bala no porta malas de um carro nas imediações do quartel do Tiro de Guerra 10.004 em Crato. Segundo os autos do processo, o outro acusado duplo homicídio é Paulo Roberto Cavalcante Sampaio, o "Paulinho Ceará", condenado a 20 anos de prisão em dezembro de 2009.

Segundo o Ministério Público, o assassinato de Manoel Almino teria vingança como motivo já que, segundo os autos, este se encontrava numa comemoração quando discutiu com seis pessoas. Na saída da festa em companhia de Soraia, os dois teriam sido colocados dentro do carro e executados no interior do veículo. O advogado foi lesionado com quatro tiros e acadêmica com outros dois num duplo homicídio que causou grande repercussão em todo o Ceará.

Na sessão do Tribunal do Júri – realizada há oito anos – Paulinho foi condenado a sete anos pela morte de Manoel Almino e mais 13 anos pelo assassinato de Soraia Garcia quando a defesa dele recorreu contra a sentença. Já os advogados de Daniel Benício recorreram contra a pronuncia do mesmo que desapareceu do Cariri. Posteriormente, foi condenado à revelia a 42 anos de prisão e era considerado foragido da justiça cearense.



Por Demontier Tenório
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