Oito detentos fugiram da CPPL II durante apagão dessa quarta-feira - Rádio São Pedro Fm 105,9

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Oito detentos fugiram da CPPL II durante apagão dessa quarta-feira

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Internos quebraram parte da unidade e tiveram acesso à área externa do presídio (Foto: Reprodução)

Oito detentos fugiram da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL 2), em Itaitinga, na Região Metropolitana de de Fortaleza, confirmou a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus).

Segundo a pasta, a saída dos presos ocorreu por volta de 20 horas, durante o apagão que atingiu o Ceará outros 13 estados brasileiros, na quarta-feira, 21. Na Capital, o fornecimento de energia elétrica ficou suspenso por quatro horas. 

Ao longo da manhã desta quinta-feira, 22, os agentes penitenciários fizeram a recontagem dos internos. Os presos quebraram o pergolado e tiveram acesso à área externa da unidade, onde cortaram a grade de proteção, informou a Secretaria.

Ainda de acordo com a Sejus, fugiram Renato Paulo da Costa, Maurício Costa da Silva, Marcos Paulo da Silva Oliveira, João Paulo Calado de Sousa, Jhon Emerson Xavier da Silva, Francisco Ronys Pessoa de Araújo, Francisco Marden Nogueira Lima e Antônio Gomes da Silva Neto.

Unidade dominada 

A unidade prisional que registrou as fugas foi inspecionada no mês passado pelo Conselho Penitenciário do Estado do Ceará (Copen). A entidade constatou que a estrutura do prédio não foi totalmente recuperada desde a rebelião, em 2016. 

Segundo a representante do Copen que participou da visita, os presos internos circulam livremente no local. À época, o jornal O POVO teve acesso a imagens que mostram, nas paredes da CPPL II, inscrições dos detentos com regras determinando "toque de recolhimento", proibindo agentes em espaços do presídio após determinados horários. 

Nesta quinta-feira, 22, o Conselho voltou a criticar a administração do sistema. "Mais uma fuga de internos do sistema penitenciário, integrantes de fação criminosa. O risco social, de segurança pública, é algo relevante a ser considerado pelas autoridades da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A presença dessas lideranças dessas facções nas ruas não pode subestimado. Mais uma vez o sistema penitenciário com fator de vulnerabilidade da segurança pública do Estado", atacou o presidente da entidade, Cláudio Justa. 

Após a insperação, no mês passado, a Sejus informou que cerca de duas mil vagas forma inauguradas nos ultimos dois anos, e há um processo de reestruturação do sistema penitenciário. Houve reforma nas 16 grandes unidades existentes, exceto na CPPL II. "As reformas que ainda precisam ser realizadas aguardam aprovação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e serão realizadas com os recursos - já liberados - do Fundo Penitenciário", divulgou em nota a pasta.

Fonte: O Povo



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