Mais de 8 mil cirurgias eletivas devem ser feitas em 6 meses no Ceará

06:58 Fagner Soares 0Comentários



Estão previstas para se conveniarem ao projeto 34 instituições hospitalares. Na manhã de ontem, 14 delas assinaram contrato, e a expectativa é que, na próxima semana, algumas cirurgias já sejam realizadas (Foto: Reprodução)

O Programa Plantão Cirurgia, apresentado no fim de 2017 como solução para reduzir a fila de cirurgias eletivas, deverá ter início na próxima semana, de acordo com o secretário da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Henrique Javi. A convocação imediata dos primeiros pacientes a realizarem os procedimentos foi anunciada pelo governador Camilo Santana, na manhã de ontem, durante reunião com instituições hospitalares privadas e filantrópicas.

Segundo Javi, nesta primeira fase, 8.162 pessoas devem ser operadas em até seis meses, das 12 mil que estão previstas. A lista foi feita a partir de um recorte dos pacientes cadastrados até dezembro de 2017. Ficou definido como foco os pacientes com cirurgias de alta complexidade e que demandam mais urgência. As especialidades selecionadas foram neurologia, cardiologia, traumatologia, ortopedia, oftalmologia, urologia e otorrinolaringologia. "A lista já estava pré-definida no fim do ano passado. Agora entramos na fase operacional. Hoje, foi quando o governador deu a ordem de serviço para as unidades credenciadas, que só são privadas e filantrópicas", afirma o secretário.

Estão previstas para se conveniarem ao projeto 34 instituições hospitalares. Na manhã de ontem, 14 delas assinaram contrato e, segundo Javi, a expectativa é de que na próxima semana algumas cirurgias já estejam sendo realizadas. Dos R$ 100 milhões disponibilizados para o programa, essa fase utilizará R$ 52 milhões. "Contratamos todo o fluxo de segurança, consultas, exames, pré-operatório e pós-operatório. Ou seja, o paciente terá garantia do acompanhamento médico necessário para cobrir aquele momento dele desde o princípio", explica.

Convênio

As 14 instituições que assinaram o convênio ontem devem receber a sua lista de pacientes hoje, segundo Javi. Nesta primeira fase, cada hospital deve atender de 50 a 100 pacientes que foram distribuídos de acordo com a localização geográfica. As instituições de saúde ficarão responsáveis pelo contato com os enfermos, além do agendamento das consultas conforme a disponibilidade de cada unidade. "Partindo da primeira consulta eles têm 15 dias para realizar a cirurgia. Todas as instituições têm o mesmo prazo, algumas condições podem se alongar mais e outras não, isso depende muito do paciente", esclarece.

Javi explana que todos os procedimentos têm um prazo e, após o fim das operações, um relatório deve ser enviado à Sesa. À medida que os documentos forem apresentados, outros pacientes serão enviados às unidades, até que os 12 mil enfermos, total previsto para o programa, façam suas cirurgias. Sendo assim, não há um tempo certo para que uma segunda lista saia.

Para o secretário, contudo, a expectativa é de que até o fim deste ano todos os 12 mil pacientes tenham sido operados, apesar do prazo estabelecido ser até maio de 2019. "Esperamos que seja muito rápido, já que os hospitais vão ofertar o que têm de ocioso em suas unidades para fazerem isso", opina. Segundo ele, não há previsão para que, depois dos 12 mil pacientes, outros sejam convocados. Tudo dependerá dos resultados, velocidade e satisfação que este possa gerar e, assim, permitir que no futuro outros editais sejam abertos. "Vai depender muito da rapidez e resposta do público, é o que vai nos possibilitar visualizar as parcerias desse tipo".

Objetivo

Javi explica que o grande intuito do programa é dar assistência àqueles pacientes que, devido a grande demanda da emergência, não são atendidos e esse número se acumula. Para ele, a atitude não zerará as filas de cirurgias eletivas, mas diminuirá o tempo de espera. "É um fluxo infinito, provavelmente não deve deixar de existir", revela Javi. Em contrapartida, ele garante que, com o menor tempo de espera, será mais fácil absorver os pacientes na rede pública. "O maior impacto disso é produzir uma resposta mais rápida a essa necessidade do cidadão cearense. Estamos com essa parceria para que não existam longas esperas e, com isso aqui, estamos deixando nossa fila muito reduzida. Isso provoca uma tendência a um tempo relativamente curto de espera para os próximos enfermos", destaca o secretário.

Em 2017, uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que Fortaleza tem a 3ª maior fila de espera por cirurgias eletivas. No topo da lista, com 1.464 solicitações não realizadas, está a cirurgia de vesícula, seguida por procedimentos ortopédicos e oftalmológicos. Segundo o levantamento, há pacientes à espera desde 2003.

Hospitais

1. Instituto Clarear (Oftalmologia)

2. Hospital Nova Saúde(Urologia, Otorrino, Ortopedia)

3. Clínica José Nilson (Oftalmologia) -

4. Hospital Leiria de Andrade (Oftalmologia)

5. Hospital São Raimundo - Crato (Ortopedia, traumatologia+urologia)

6. Clínica Ione Xeres (Oftalmologia)

7. Oftalmolaser (Oftalmologia)

8.Centro de Excelência em Oftalmologia - Fortaleza

9.Instituto Excelência em Oftalmologia - Caucaia

10. Santa Casa de Fortaleza (Urologia, Otorrino, Traumatologia, Ortopedia)

11. Práxis (Ortopedia)

12. Neusa Rocha (Oftalmologia)

13. ICC (Orto, Traumato+Uro)

14. Prontocárdio (Cardiologia)

Fonte: Diário do Nordeste



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