Abastecido, Açude dos Carneiros depende de obra na adutora para abastecer Caririaçu - Rádio São Pedro Fm 105,9

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Abastecido, Açude dos Carneiros depende de obra na adutora para abastecer Caririaçu

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Reservatório tem água para abastecer Caririaçu até metade de 2020 (Foto: Normando Sóracles/ Agência Miséria)


Principal meio de abastecimento na cidade de Caririaçu, o açude Manoel Balbino, conhecido como Açude dos Carneiros, tem recarga suficiente para suprir a demanda até agosto do ano que vem com garantia de qualidade da água. A previsão considera um cenário improvável, de que não haja chuvas até a metade de 2020. 

Quem informa o prognóstico é o gerente regional da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Alberto Medeiros, responsável pelo monitoramento dos 15 reservatórios que compõem a bacia do Salgado, maioria deles na região do Cariri. 

Em conversa com o Miséria, Medeiros destacou que o volume do Açude dos Carneiros está em 7,76 %. A ultima vez que a barragem atingiu nível próximo a 8% da capacidade foi em maio do ano passado, de acordo com dados da Cogerh. Não há nenhum reservatório da bacia que esteja sangrando. 

Com uma recarga satisfatória, o Manuel Balbino tem água suficiente para abastecer Caririaçu até meados de 2022, diz Medeiros. "O que determina o abastecimento, no entanto, é a qualidade da água, que só tem garantia até a metade de 2020", complementa. 

De acordo com a Funceme, choveu 517.0 milímetros em Caririaçu desde o início do ano. O normal para este período, de acordo com o órgão que monitora as precipitações no Ceará, é de 1048.9 milímetros.

A Bacia do Salgado atualmente encontra-se com 23, 68%  da capacidade. O açude com mais água é o Gomes, em Mauriti, com 95,20%. O reservatório com nível mais baixo está localizado em Icó, chama-se Lima Campos e concentra 4,58% da capacidade.   

Adutora   
Uma problemática no município, no entanto, perpassa a manutenção da adutora emergencial que leva a água do açude até o município, no alto da Serra de São Pedro. São cerca de 13 km de tubulações que, desde a inauguração em janeiro de 2015, se mantém instável com inúmeros registros de vazamentos, comprometendo o abastecimento.

A adutora, que de acordo com a Cogerh custou cerca de R$ 5 milhões, foi construída após o município passar por um período de racionamento, em 2013, evitando um colapso. Os constantes vazamentos, no entanto, tornaram irregular o fluxo de água até a cidade, um benefício que deveria chegar a cerca de 12 mil moradores.

Até a próxima quarta (10), deve-se iniciar a última parte da troca dos canos, que começou ainda em janeiro deste ano. A obra envolve a prefeitura e governo do estado, tendo como objetivo sanar o desperdício de água e garantir o suprimento no município.


Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Miséria.com.br

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